Chatbots: entenda de uma vez

January 8, 2018

 

 

Sim! Você provavelmente já falou com um. Talvez por curiosidade, talvez tenha sido surpreendido ao buscar um atendimento, mas e se eu te disser que esses robozinhos estão ficando tão bons, que é possível que você tenha conversado com um deles e nem tenha percebido? Sinistro, né?

 

Chatbots são essa febre global de múltiplos apelidos: assistentes virtuais, agentes virtuais, robôs, inteligência artificial… Tanto faz. O fato é que o mercado digital já se abriu totalmente para esses serviços cognitivos que geram tanta curiosidade quanto narizes torcidos.

 

O chatbot gera todo esse fascínio, mas não é nada mais que um programa que se comunica com você. Os mais simples funcionam usando regras inteligentes e opções para alimentação da conversa; ou seja, se um usuário pergunta isso, responda com isso; outros utilizam tecnologia mais elaborada e se alimentam com machine learning, que à medida que você interage com o bot, faz com que ele fique mais inteligente.

 

Para entender melhor como tudo começou, vamos voltar aos anos 50, berço da tecnologia, numa época em que Alan Turing e Joseph Weizenbaum estavam encafifados em descobrir como seria se os computadores falassem como seres humanos, e  desenvolveram o Teste de Turing. A seguir, em meados de 1966, Weizenbaum desenvolveu um programa, de apenas 200 linhas de código, chamado Eliza, que imitou a linguagem de um psicoterapeuta. Depois disso, vários passos na corrida rumo à AI (Inteligência Artificial) que conhecemos hoje, foram dados por diversas marcas como a Jabberwacky, ActiveBuddy Inc., AOL, entre outras, e, desde então, grandes instituições como a Apple, IBM, Facebook, Microsoft e Google estão desenvolvendo continuamente recursos relevantes para ofertar interações entre consumidores e computadores com formatos comercialmente viáveis.

 

Como tudo isso é possível?

 

A linguagem orgânica e coloquial das respostas dos chatbots cria a ilusão de que os robozinhos são criaturinhas simples, mas isso é de fato uma baita ilusão. Tudo o que roda nos bastidores dos chatbots é resultado direto do trabalho pesado de centenas, talvez milhares de profissionais e programadores nos últimos 50 anos.

 

Os intricados algoritmos, otimizações, APIs, análises, roteamento, UX são as pilastras que sustentam basicamente as duas principais variantes de chatbots.

 

Uma versão segue um conjunto de regras, fluxos e disparadores para responder a comandos muito específicos, esse tipo de chatbot não aprende com as conversas. A outra variante utiliza o aprendizado de máquina para tentar “entender” decodificando o significado e o sentido da linguagem usada. Este é o tipo de chatbot que aprende com todas as conversas que teve com o usuário para melhorar a precisão e compreensão ao longo do tempo.

 

 

 

Um exemplo bem bacana é o assistente do Allo, um aplicativo móvel de mensagens instantâneas desenvolvido pelo Google e anunciado em 18 de maio de 2016. Mais do que um simples mensageiro, esse app é quase uma janela de bate-papo privada com a inteligência artificial do Google, provendo mensagens de texto, vídeo ou áudio entre contatos e muito mais. O Google Assistant é tão inteligente que dá até um medinho…

 

 

O futuro (e o presente) pertence aos chatbots

 

Com tanto potencial, o futuro próximo dessa tecnologia é bastante claro: os usuários deixarão de pesquisar por meio de motores de busca, em vez disso, eles estarão interagindo com chatbots inteligentes em todas as etapas. Essa tecnologia que ainda é nova, não vai se deter nas empresas e marcas. Em breve estaremos nos comunicando com outras máquinas e dispositivos conectados por meio dela e a Internet das coisas (IoT) fará a conexão de todo o resto. Isso já está acontecendo com os produtos da Amazon, como a Alexa.

 

A sétima arte, antecipou esse futuro provável em Her, drama do diretor Spike Jonze, que conta a história de um  escritor solitário que desenvolve uma relação de amor com o novo sistema operacional do seu computador.

 

Chatbots, robozinhos amigos com a linguagem natural e machine learning deverão extinguir também a nossa relação com as amadas telas, transformando toda a nossa experiência, quando passaremos a apenas falar com as máquinas que usamos.

 

 

Parece assustador ou você encara de boa? Um dia tudo isso será natural e o importante é que essa tecnologia, como tantas outras venham à serviço e em prol do humano e tudo o que esperamos é que esse “humano” não ferre as possibilidades de benefícios pessoal e social,  comprometendo a integridade e a originalidade dos chatbots para praticar ações manipuladores, opressoras e nocivas.

 

Enquanto isso não acontece, vamos nos acostumando com essa tendência digital e mercadológica e contribuindo para o aprimoramento dela com nossas interações. Isso com um olho aberto e outro fechado, né? Vai que o chatbot da sua geladeira algum dia resolve dominar sua cozinha e te obrigar a fazer uma dieta?

 

Liliam Cristina é Embaixadora Wix, empreendedora digital em Salvador na Lírio Web Digital, palestrante e curadora de eventos digitais. Curiosa e geek, adora livros, música, pizza e chocolate. Escrever é um prazer casual. Sua vocação real é ser feliz.

 

 

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